Rei do Baião a Seu Luiz
Entre Exu, Crato e Juazeiro, amigos e familiares partilham episódios vividos com o saudoso Seu Luiz Quando um sujeito se despede da vida, quem dará testemunho dele? Quem são aqueles que saberão dizer quem foi, como agia ou o que dizia? Após a morte, um dos maiores patrimônios que se deixa é imaterial, porém transferível: a memória, as lembranças de episódios que vão, aos poucos, alinhavando uma imagem de nós mesmos para a posteridade. Jota Farias, de Juazeiro. Foto: Viviane Pinheiro Na vida do sanfoneiro Luiz Gonzaga do Nascimento (1912 - 1989), o Rei do Baião, o adágio popular "Diz-me com quem andas e dir-te-ei quem és" parece ter cabimento. Entre depoimentos de parceiros musicais e fraternos descobre-se não um mito distante, mas um Seu Luiz, assim aproximado. Um homem de sucesso, mas que tentava com custo conciliar o povoado natal e o Rio de Janeiro escolhido para viver e trabalhar. Um apaixonado pelos palcos, mas com pouco talento para os negócios e a vida amo...